A Primeira Beauty Session by Bellucci!

Olá a todos!

Obrigada a todas as pessoas que estiveram presentes na primeira Beauty Session da Bellucci Image Consulting! Em primeiro lugar e de forma muito especial agradeço ao Pedro, o meu amor, o meu pilar, que acredita em mim e me apoia em todas estas minhas ideias, mesmo quando eu duvido!! Á minha irmã, Cecília Sitoe que mesmo estando longe me apoia tanto!! À minha mãe que sempre me apoia nos meus sonhos e nunca me cortou as asas (que nasceram tão grandes)… Ás minhas amigas que estiveram presentes, e às novas amizades que fiz lá, à Liliana SCosta, que abriu as portas do seu maravilhoso Coffee Please para o evento e preparou-nos aquela mesa linda, ao Nuno Campos que patrocinou o evento oferendo o seu maravilhoso e tão inovador Lisbon Tea & co, à minha querida Tb Tereza pelos lindos é maravilhosos brigadeiros, céus que perdição é que lindos que estavam… Obrigada a todos os que me apoiam e me têm feito crescer neste caminho que estou a percorrer!

Por fim, não podia deixar de partilhar convosco como foi a primeira Beauty Session da Bellucci!! Espero que gostem e adorava que partilhassem connosco outros momentos como este!!

 

With Love*

Tânia Sitoe

 

2ª EDIÇÃO MODAAFRICA ETH(N)ICAL FASHION WEEK 2017

Olá a todos!!

É com especial prazer que escrevo este artigo hoje. Como devem ter reparado estive ausente do Blog durante algumas semanas. Tive muita pena de não conseguir escrever, mas por outro lado estava embrenhada na organização deste grande evento que foi o MODAAFRICA ETH(N)ICAL FASHION WEEK 2017. Tenho o prazer de poder dizer que faço parte deste grande projecto.

Neste fim-de-semana, 21 e 22 de Janeiro, desfilaram na passarele do MODAAFRICA 14 designer africanos ou com alguma ligação ao continente africano, tivemos a participação de designers de países tão diferentes como Angola, Moçambique, Marrocos, Africa do Sul, Uganda, Reino Unido, Alemanha etc… e foi fantástico. Ainda me emociono só de lembrar.

Pouco ou nada se faz sem dinheiro, mas podemos nos orgulhar de ter conseguido fazer tanto, com tão pouco, e graças à ajuda e solidariedade de parceiros que nos acompanham e nos apoiam desde o primeiro momento, tal como o Sr. Arquitecto Luís Rebelo de Andrade que criou a cenografia lindíssima daquele espaço. Mais uma vez o Instituto Superior Técnico cedeu-nos o espaço, maravilhoso e apoiou-nos em tudo o que puderam… Há tantos agradecimentos que ficam aqui por fazer, tantos parceiros, tantos anónimos….

Agora faz-me todo o sentido mostrar-vos por imagens o que foi o MODAAFRICA 17, a festa da moda africana que veio mostrar que em Africa, usa-se orgulhosamente a capulana, e os tecidos africanos, mas também se usam tecidos inovadores e até tecnológicos, numa simbiose perfeita entre manufactura e inovação que aposta na preservação das culturas envolventes ao mesmo tempo que promove a sua arte.

Passaram pelo IST diversas figuras publicas da nossa sociedade portuguesa e africana, e surpreenderam-se com o que ali fizemos. Aos estilistas também devemos um grande agradecimento pelo excelente trabalho que têm desenvolvido e que trouxeram até nós… deixo aqui as imagens do trabalho de alguns deles.

Espero que gostem e espero por vocês lá no próximo ano!

Visitem-nos em www.modaafrica.org e deixem o vosso Gosto na nossa página do Facebook.

 

 

As fotografias do desfile foram gentilmente cedidas pelo fotógrafo Pasma Almeida.

Mais fotografias da sua autoria no MODAAFRICA 17 assim como outros trabalhos assinados por si podem ser vistos em https://www.facebook.com/pasma.almeida

 

E porque nem tudo é trabalho…

With Love*

Tânia Sitoe

A 1ª Red Carpet do Ano: O melhor e o pior dos Globos de Ouro 2017

Olá a todas!!

O primeiro tapete vermelho do ano já aconteceu!! Neste domingo, dia 8, diversas famosas desfilaram os seus looks nos Globos de Ouro 2017! E é claro, que nada não podia não falar disso aqui no blog!!

Confira abaixo quem foram as celebridades que ganharam nota máxima no estilo e elegância e as que tiveram escolhas menos felizes ao escolher o visual para a grande noite.

 

As Mais Bem Vestidas

 

As Mais Mal Vestidas 

Balenciaga X Oculista das Avenidas

Foi na passada 5f dia 24 que teve lugar o Cocktail exclusivo da Balenciaga X Oculista das Avenidas na loja do Campo Pequeno.

Em Portugal a distribuição da Balenciaga é feita pela Marcolin, um dos líderes na fabricação e distribuição de eyewear no território nacional.

Mantendo a sua política de exlecência e qualidade a Oculista das Avenidas faz chegar até ao seu público a linha de eyewear esta prestigiada marca.  Considerada um ícone de estilo a Balenciaga alia uma estética sempre inovadora e elegante sem nunca descurar do perfeccionismo dos produtos que cria.

Sobre o evento só posso dizer que foi o máximo, um ambiente muito cool onde estiveram presentes uma série de figuras públicas de várias áreas da nossa sociedade desde a moda, música, televisão entre outros…

No que toca a figuras públicas, este cocktail foi o mote perfeito para a apresentação dos novos embaixadores da marca, nomes tão conhecidos de todos nós como Ana Moura (grande referencia do Fado), Filipe Faísca (vencedor do Globo de Ouro de melhor estilista em Portugal 2015), Olivia Ortiz (atriz e apresentadora) e Maria José Galvão de Sousa (figura pública).

Adorei o espaço, é fantástico, amplo, com uma decoração muio agradável que torna o espaço acolhedor e confortável para que os visita. O staff da loja foi sempre muito atencioso e recebeu-nos muito bem.

O som ambiente esteve tão bem a cargo do DJ Enigma. Quanto ao catering, bom… era uma perdição e  apresentação era tão cuidada que dava gosto de ver…e comer!!!

Eu já conhecia esta rede de oculistas, mas este evento veio reiterar a boa imagem que tinha deles, do serviço que prestam aos seus clientes e convidados, que foi o caso naquele dia. Recomendo!! Recomendo!! Recomendo!!

Posso só partilhar convosco uma nota muito especial? Pois bem, tenho uns óculos escuros novos maravilhosos! Balenciaga claro, de inspiração “cat eye” ficam lindos em mim!! Mostro-vos já já!!

Pessoal, fiquem atentos, que brevemente haverá mais novidades destas da Oculista das Avenidas!!

 

Um agradecimento especial ao Telmo Galeano pelo convite. Muito sucesso!!

 

With Love*

Tânia Sitoe

Solitude: a visão humana e humanista de Indi Nunez

Olá a todos!

Foi no passado dia 27 de Setembro que foi inaugurada a exposição de fotografia Solitude pelo jovem e talentoso fotógrafo Indi Nunez.

Tenho a felicidade de poder dizer que conheço o Indi Nunez há muitos anos, estudámos juntos no secundário. Depois desses três anos como colegas de escola, a vida levou-nos por caminhos diferentes; a faculdade, novos amigos, novos compromissos, ir viver para fora do país, tanto eu como ele… todos esses acontecimentos fizeram com que perdêssemos o contacto, e dez anos depois encontramo-nos, há dois meses sensivelmente. Ele reconheceu-me, disse-me que estava igual, o melhor elogio que qualquer mulher pode ouvir. Entretanto eu não o reconheci logo, devo isso a duas coisas, em primeiro lugar à minha péssima memória com caras e nomes, e em segundo lugar, porque aquele rapaz que conhecia tinha-se tornado num homem. Um homem com atitude, sereno mas sempre divertido, tatuado, com uma barba grande e cheia de estilo…mas o olhar era o mesmo, e foi assim que o reconheci…

Nestes dez anos que nada soube sobre o Indi ele cresceu, e eu também, ele encontrou-se na fotografia e eu na moda.

Nessa noite e nos outros dias que estive com ele enquanto preparava a exposição pude perceber que evolução bonita tinha tido o meu amigo, e confesso que fiquei muito feliz e orgulhosa pela pessoa em que ele se tornou. A exposição Solitude, para mim, antes de ser uma obra de arte, é uma obra humana e humanista, que relata o ser humano, as suas dores, fraquezas, a sua humildade e o seu amor pelo próximo, a sua fé… E isso faz-nos pensar em nós próprios, no que somos, no tanto que temos e tantas vezes achamos que é pouco. E pensamos sempre que merecemos mais, e mais, e sempre mais. A mim, fez-me pensar, questionar-me, fez-me até sentir-me egoísta por querer ou precisar de tantas coisas. É normal querer, o nosso meio e a nossa sociedade assim nos ensinaram, mas também devia ser normal dar, partilhar com os outros, dar aquilo que temos, dar o nosso tempo, que às vezes nem à nossa família damos, porque estamos embrenhados no nosso trabalho e nos afazeres da vida quotidiana.

Há quase dez anos que o Indi reside em Londres, local onde começou a “tirar fotos” e não a fotografar como o próprio diz, por influência de um amigo fotógrafo chamado Gru que lhe deu a primeira câmara. Foi fazendo alguns trabalhos com algumas modelos, e o “título de fotografo veio logo a seguir por sugestão de um amigo”, conta em tom de brincadeira. Ao verem o seu talento, os amigos sugeriram-lhe que enveredasse pela fotografia mais a sério.

Começou a investigar, a procurar aprender mais através da internet, no Youtube, em sites especializados etc, e foi aprendendo, sozinho, e a sua curiosidade e paixão fez dele um autodidata, um “selfmade”, refere. Os convites para trabalhos começaram a aparecer, tornando-se uma grande motivação para continuar.

Através da fotografia encontrou-se e descobriu uma razão para estar neste mundo.

Outro aspecto que mudou a sua vida e a sua forma de ver o ser humano foi trabalhar com pessoas que tem problemas de aprendizagem, muitos deles autistas, ajudando-as a criar capacidades para serem inseridas na sociedade e na vida activa. A dificuldade destas pessoas com quem trabalhou em comunicar, expressar os seus sentimentos assim como de entender os sentimentos dos outros foi um desafio. Para ser um melhor profissional fez vários cursos nesta área, especializando-se.

A viver em Londres, uma das cidades mais caras do mundo, a necessidade de fazer dinheiro e ter dinheiro lentamente foi-se sobrepondo a si próprio e um dia olhou para si e reparou que se tinha esquecido dele. O que queria, as suas aspirações, os seus sonhos… Essa fase coincidiu com a morte com cancro do seu amigo Gru, o mesmo que o levou a conhecer e a experimentar a fotografia pela primeira vez. Essa perda fez-lhe sentir a necessidade de viver, de partilhar. Apercebeu-se que já não estava com a sua família quase há dez anos, que os seus avôs estavam a envelhecer e ele não estava a fazer parte disso…

Após a morte do amigo, sentiu que precisava sair dali, mas tinha de cumprir as suas responsabilidades com a casa, despesas etc como qualquer pessoa. Para cumpri-las precisava de dinheiro e para isso pôs a sua casa a alugar, o que lhe deu mais margem de manobra financeira e liberdade de movimentos. Em primeiro lugar veio para Portugal ter com a família, depois foi para a Suíça visitar um grande amigo, e em seguida foi a França visitar o filho.

De volta a Londres, através de um amigo em comum conheceu um rapaz camaronês que estava a preparar-se para ir para os Camarões, Indi perguntou-lhe se podia ir com ele e assim começou a aventura da primeira viagem. Tratou do visto e foram. Esta primeira viagem a um país com uma realidade tão diferente abriu-lhe os olhos para o mundo, para o lado de lá, onde estão os outros que muitos de nós não queremos ver, porque assim não nos choca nem perturba o nosso sono. E sobretudo, não nos faz olhar para dentro de nós e ver o quão pouco fazemos pelos outros.

De volta a Londres passaram-se alguns meses até que voltou a partir, desta vez rumo ao Cambodja onde ficou um mês. Meses depois uma nova viagem levou-lhe de novo à Ásia por um período de dois meses, esteve no Vietname, Laos, Tailândia e Myanmar, local onde conheceu as pessoas mais afáveis que tem memória. A única viagem que fez de avião foi de Londres para o Cambodja, todas as outras viagens foram feitas de autocarro, outras a pé, muitas vezes através das densas florestas que existem nestes países. No total desta viagem fez cerca de 200km a pé pela selva entre vilas e lugares, quase sempre indicado pelos locais como se de guias turísticos se tratassem.

Foi nas suas viagens aos Camarões e depois ao Vietname, Laos, Tailândia e Myanmar que captou as fotografias que integram a exposição Solitude.

O nome escolhido, Solitude, quer representar as pessoas, os rostos, os silêncios, os sorrisos que ele captou. A maior parte das pessoas que vemos estão sozinhas. Mas ao mesmo tempo Solitude representa a vontade que tinha de estar sozinho, não triste, nem solitário, apenas sozinho, consigo próprio. E estava feliz…

Não se vê a voltar a viver em Londres, tenciona simplesmente viver pelo Mundo…

 

Uma nota muito especial:

Na inauguração da exposição estava presente Rosário Pires da Amnistia Internacional, a quem eu não pude deixar de perguntar qual era a sua opinião sobre o trabalho do Indi Nunez, e estas foram as suas palavras:

“Nota-se nas fotografias uma grande sensibilidade, há uma forte ligação entre o texto, o comentário das fotografias a própria fotografia. Há algumas fotografias que me sensibilizam mais do que outras, se bem que todas elas me tocam, mas aquelas que focam crianças tocam-me profundamente e há ali uma que é a partilha de comida, quando há tão pouca comida e um tacho tão velho e vê-se uma criança a dar o que tem a uma criança mais pequena e isso demonstra uma sensibilidade e uma solidariedade entre aqueles que têm tão pouco numa época em que se vive do consumismo eu achei aquilo fantástico.

A fotografia da árvore também referi ao João (Indi) porque é uma árvore que está grande, mas está completamente morta, não tem nada, mas está de pé. Está morta mas está lá. E ele conseguiu captar isso muito bem. De uma forma geral acho que há uma grande sensibilidade entre a pessoa que tira, que conseguiu apanhar os momentos certos e conseguiu pela imagem e pelo texto completar a fotografia e eu acho isso fantástico.”

Rosário Pires

(Amnistia Internacional Portugal)

 

Para quem ainda não foi ver esta exposição sugiro que o faça. Há sítios em que precisamos de estar e a fotografia tem esse dom, levarmos para sítios remotos sem sair do lugar. Esta patente até ao dia 11.

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Local:

Viveiros das Naus

Calçada do Galvã0 – Jardim Botânico da Ajuda

1300-011 Lisboa

 

Para contactar Indi Nunez:

www.indinunezphotography.com

indiprint@live.com

+447 490 961 545

 

 

With Love*

Tânia Sitoe